Você pede orçamento pra três agências. Uma responde R$ 1.200. Outra R$ 3.000. A terceira passa dos R$ 10.000.
E as três podem estar certas.
Isso não é falta de padrão do mercado — é que “agência de marketing” não é um produto. É um conjunto de serviços que muda completamente de empresa pra empresa. Perguntar quanto custa uma agência é parecido com perguntar quanto custa uma reforma: depende se é trocar o piso de um quarto ou levantar um andar.
Mas responder “depende” e parar por aí não ajuda ninguém. Então vamos aos números reais, e depois ao que faz você ficar em cada faixa.
As faixas praticadas hoje
Estes são valores de mercado no Brasil em 2026, para agências de pequeno e médio porte. Agências regionais costumam operar na parte de baixo dessas faixas; agências grandes de capital, no topo.
Gestão de redes sociais isolada — R$ 800 a R$ 2.000/mês Planejamento editorial, criação de peças, redação e publicação. É o serviço mais barato porque é o mais contido: não envolve verba de anúncio, nem análise de funil, nem integração com vendas.
Tráfego pago com gestão — R$ 1.500 a R$ 5.000/mês Configuração e otimização de campanhas, criação de anúncios, análise de métricas. Algumas agências cobram percentual sobre a verba investida, normalmente entre 10% e 20%.
Operação integrada — R$ 3.000 a R$ 8.000/mês Conteúdo, tráfego, site e acompanhamento comercial rodando junto, com estratégia por trás. É a faixa da maioria das empresas que querem previsibilidade, não só presença.
Acima disso Existe mercado que cobra R$ 15.000, R$ 30.000 e mais. São operações com equipe grande, múltiplas frentes simultâneas e clientes de porte nacional. Não é o cenário de quem está lendo isto.
Uma ressalva importante: preço baixo com entrega ruim é o pior negócio possível. Uma agência de R$ 800 que não gera resultado custa mais caro que uma de R$ 3.000 que se paga em clientes novos — porque na primeira você perde o dinheiro e os meses.
O que faz o preço subir ou descer
Três coisas, principalmente.
Quantos canais entram. Só Instagram é um projeto. Instagram + Google Ads + Meta Ads + landing page + WhatsApp organizado é outro. Cada canal adiciona planejamento, produção, acompanhamento e análise.
Se você está comprando execução ou estratégia. Executar é receber posts e anúncios conforme combinado. Estratégia é o trabalho que vem antes: entender público, oferta, posicionamento, concorrência, jornada de compra e indicadores. Essa camada raramente aparece descrita na proposta, mas ocupa boa parte do trabalho — e é ela que separa uma agência que entrega peça de uma que entrega resultado.
Seu segmento e ciclo de venda. Uma clínica que precisa gerar agendamento tem uma operação. Uma construtora, com ciclo de venda de meses e ticket alto, precisa captar contato e trabalhar esse contato ao longo do tempo. O segundo caso exige estrutura de acompanhamento que o primeiro não exige.
O erro que faz gente comparar propostas erradas
Aqui está a confusão mais comum de quem está contratando pela primeira vez.
Se a agência cobra R$ 2.000 de gestão de tráfego e você coloca R$ 3.000 em anúncios, seu investimento não é R$ 2.000.
São R$ 5.000:
- R$ 2.000 vão para a agência — estratégia, configuração, criativos, gestão, análise
- R$ 3.000 vão direto para o Google e para a Meta
Verba de mídia e fee de agência são coisas separadas. A verba é o combustível; o fee é quem dirige.
Isso precisa estar explícito na proposta. E se uma agência inclui a verba no pacote sem separar os valores com clareza, isso não é simplificação — é falta de transparência. Você fica sem saber quanto está indo pra mídia e quanto está indo pro serviço.
Oito perguntas antes de assinar qualquer coisa
Essa é a parte que vale imprimir. Em vez de perguntar só “quanto custa”, peça que a agência responda:
- O que exatamente está incluído na mensalidade?
- Quais canais serão trabalhados — e por que esses?
- A estratégia está inclusa ou é só execução?
- A verba de anúncios está separada do valor da agência?
- Quem produz os criativos, vídeos, textos e páginas?
- Quais indicadores serão acompanhados?
- Com que frequência os resultados são analisados — e como são apresentados?
- O contrato pode ser ajustado conforme a empresa evolui?
Com essas respostas, duas propostas de valores diferentes ficam finalmente comparáveis. O preço continua importando. Só deixa de ser a única coisa que você consegue enxergar.
Por que pacote igual pra todo mundo raramente funciona
Imagine três empresas da região recebendo exatamente a mesma proposta: 12 posts por mês, três stories por semana, uma campanha de anúncios.
Uma clínica em Tubarão. Uma loja de varejo em Braço do Norte. Uma construtora em Criciúma.
O número de posts é o mesmo. O trabalho, não.
A clínica precisa construir autoridade e encher agenda. A loja precisa girar estoque com campanha promocional. A construtora precisa captar contato qualificado e sustentar relacionamento por semanas até a decisão.
Mesmo volume de entrega, três estratégias completamente diferentes. Um pacote fechado idêntico pra todos é mais fácil de comparar num orçamento — e é justamente por isso que ele costuma decepcionar. Ele foi desenhado pra ser vendido, não pra resolver o seu problema.
O que fazer agora
Antes de pedir orçamento pra qualquer agência, defina três coisas:
- Qual problema precisa ser resolvido. Não é “quero mais seguidores”. É “não estou aparecendo pra quem procura meu serviço” ou “chega contato mas não vira venda”.
- Qual resultado você espera. Com número, se possível.
- Quanto a empresa consegue investir de forma sustentável — por alguns meses, não por um mês.
Com essas três respostas, você para de comparar preço solto e passa a comparar solução.
Na Conex, a conversa começa exatamente aí. Em vez de encaixar empresas diferentes num pacote único, a gente entende o momento do negócio primeiro e depois define o que faz sentido — gestão de conteúdo, tráfego pago, criação de site e landing page, CRM e organização comercial, ou a combinação dessas frentes.
Se sua empresa é de Tubarão, Capivari de Baixo, Criciúma ou de alguma cidade da região e você quer entender quanto faria sentido investir no seu caso, chame a gente no WhatsApp e conta o que você vende, pra quem, e o que já tentou. A partir disso a gente avalia o cenário e monta uma proposta pro seu projeto — não um plano pronto de prateleira.